H1: Estas são as causas principais dos partos prematuros
As causas dos partos prematuros são diversas e, por vezes, têm uma origem física ou psicológica na futura mãe.
Noutros casos, contudo, o nascimento prematuro do bebé é o resultado de alguma falha no seu desenvolvimento normal, e noutros é induzido de forma consciente devido a razões médicas.
Abaixo, analisamos todas estas causas.
H2: Causas emocionais e estilo de vida
Como sabemos, a relação entre a nossa saúde e o nosso bem-estar mental é muito estreita. Este é também o caso das mulheres grávidas, pelo que, ao analisar alguns fatores relacionados com o estilo de vida que podem provocar um parto prematuro, é inevitável analisar também os fatores emocionais.
As situações de stress e ansiedade podem debilitar as defesas da futura mãe, o que a torna mais suscetível a infeções e doenças que podem, por sua vez, desencadear um parto prematuro.
Quanto ao estilo de vida, um dos fatores físicos de maior relevância é o consumo de álcool e nicotina. Este coloca em perigo o desenvolvimento da criança e constitui um importante fator de risco para um parto prematuro. Por isso, evitar o consumo de álcool e tabaco durante a gravidez é uma das principais formas de proteger o bebé de um parto prematuro.
H2: Infeções vaginais
Uma infeção vaginal bacteriana pode desencadear alguns dos mecanismos de parto de forma prematura, o que pode culminar num parto prematuro. Por isso, é muito importante, durante toda a gravidez, comunicar ao médico qualquer suspeita de uma possível infeção.
Estas infeções, uma vez detetadas (através de uma zaragatoa vaginal, por exemplo), podem ser tratadas com facilidade através de antibióticos administrados por via vaginal.
Uma das causas principais das infeções vaginais é um sistema imunitário debilitado. Isto provoca desequilíbrios na flora vaginal que dão lugar a sobrecrescimentos de bactérias invasoras, como a gardnerella, as clamídias e as tricomonas.
Os sintomas principais deste tipo de infeções costumam ser o prurido e um corrimento de cor ligeiramente acinzentada, acompanhados de desconforto ao urinar ou ao manter relações sexuais. No entanto, este tipo de infeções também pode desenvolver-se sem sintomas e passar despercebido.
As infeções por fungos, por exemplo as causadas pelo agente patogénico Candida albicans, também se manifestam com este tipo de corrimento e prurido, mas não têm efeitos negativos sobre a gravidez.
Em qualquer caso, se notar qualquer um dos sintomas que mencionámos, recomendamos sempre que consulte o seu médico o mais rapidamente possível.
H2: Insuficiência cervical
O colo do útero é a extremidade inferior do útero. Normalmente, este mede cerca de dois centímetros de comprimento, mas durante a gravidez alonga-se até aos quatro centímetros e fecha-se hermeticamente até ao nascimento.
Pouco antes do nascimento, o colo do útero expande-se devido à pressão que o bebé exerce até o abrir.
Se o colo do útero se encurtar de forma prematura para um comprimento inferior a 2,5 centímetros, existe risco de parto prematuro. Este comprimento é medido, em geral, através de uma ecografia se a mulher apresentar sintomas de parto prematuro.
Esta redução no comprimento do colo do útero é mais comum entre o quarto e o sexto mês de gravidez. Pode ser o resultado de partos anteriores que tenham sido complicados, cirurgia uterina ou um aborto anterior.
H2: Estado da placenta e do útero
Outra das causas de um parto prematuro é o funcionamento anómalo da placenta, o que se conhece como insuficiência placentar, e que pode provocar uma nutrição inadequada do feto.
As causas da insuficiência placentar podem estar relacionadas com doenças da mãe, como a hipertensão arterial, a diabetes gestacional ou a pré-eclâmpsia, e também com o consumo de nicotina.
Por vezes, o útero apresenta uma anomalia que pode dificultar o desenvolvimento completo do feto. Um exemplo disto são os sobrecrescimentos benignos dentro do útero, conhecidos como fibromas, que podem aumentar de tamanho durante a gravidez, deixando espaço insuficiente para o feto ou provocando que o útero se contraia demasiado cedo, desencadeando um parto prematuro.
H2: Malformações do bebé
As malformações encontram-se com maior frequência em crianças nascidas prematuramente e, em muitas ocasiões, esta malformação é a própria causa do parto prematuro.
O problema mais comum é a espinha bífida, situação em que a coluna do bebé não se fecha completamente. Isto pode causar danos na medula espinal de diversos graus.
A presença de defeitos cardíacos também pode provocar o parto prematuro. Por exemplo, o facto de o bebé apresentar um orifício no coração ou de a sua válvula não fechar corretamente constituem fatores de risco. No entanto, hoje em dia, devido aos avanços na medicina e na cirurgia, muitas destas condições podem ser tratadas e o bebé pode chegar a levar uma vida completamente normal.
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