Como é que nós, mulheres, vivenciamos os problemas de infertilidade?

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Cada uma de nós passa por momentos complicados na vida. Para nós, a infertilidade é um tema doloroso. Mas sabes que mais? Não estás sozinha, muitas mulheres passam pelo mesmo. As perguntas são sempre muitas e o sofrimento deve-se ao facto de frequentemente não conhecermos as causas da infertilidade.

A infertilidade pode estar ligada não só a razões médicas. Existem outras causas, como os problemas de casal, problemas psicológicos, o stress e um estilo de vida agitado e pouco saudável, que tem um efeito significativo no nosso bem-estar e, consequentemente, na nossa fertilidade. Certamente ter-te-ás sentido identificada com algum dos problemas de que falámos anteriormente, não é verdade?

Quais são as principais causas associadas à infertilidade?

Causas médicas

Podemos dizer que a espécie humana tem, no geral, uma baixa capacidade reprodutiva. Por esta razão, como explica o Dr. Domenico Carone, muitos casais necessitam de 2 a 4 meses de relações sexuais sem proteção antes de conseguir a gravidez. Estima-se que cerca de 85% dos casais serão capazes de conceber num ano. Os restantes 15% não conseguirão conceber espontaneamente devido a causas femininas (30% dos casos), masculinas (30% dos casos), tanto masculinas como femininas (20% dos casos) ou até mesmo causas desconhecidas (20% dos casos).

Algumas causas mais comuns são, por exemplo, as perturbações da ovulação, as malformações uterinas, o fator tubar e a idade.

Causas associadas à vida do casal

A infertilidade pode criar momentos de crise e dificuldade numa relação. O nascimento dos filhos representa uma grande alegria e uma forma de partilhar as bases em torno das quais o casal cresce e a sua relação evolui. A crise surge no momento em que a capacidade de conceber um bebé se torna complicada. As respostas emocionais à infertilidade no casal são distintas. Os homens preferem suprimir ou negar por completo as reações emocionais, enquanto as mulheres tendem a sentir que elas próprias são a causa da infertilidade, o que provoca sentimentos de culpa e depressão.
O problema principal a nível emocional é que, com muita frequência, a maternidade se torna um requisito, agravado pela constante pressão social e familiar que rodeia o casal, canalizando e obrigando o casal a deslocar todas as suas energias para este objetivo para o conseguir a todo o custo. O problema é como o cão que morde a cauda: o stress da procriação pode afetar negativamente a vida sexual do casal, e assim reduzir as possibilidades de conceção. Por isso, é realmente importante encontrar um equilíbrio enquanto casal e libertar-se das opiniões dos outros.

Causas psicológicas e stress        

Hoje em dia, o stress é considerado um dos maiores inimigos de muitas pessoas, o que não só prejudica a saúde, como também reduz significativamente as possibilidades de gravidez e aumenta o risco de doenças cardio-metabólicas.
Esta teoria foi confirmada por vários estudos nos últimos anos. De facto, as investigações realizadas pela Universidade de Roma “La Sapienza”, pela Universidade de Roma “Tor Vergata” e pela Universidade de Zurique, na Suíça, demonstraram que a análise dos níveis de cortisol e alfa-amilase na saliva de mulheres e homens são bons indicadores de níveis de stress. A produção excessiva prolongada de cortisol e alfa-amilase em homens e mulheres que querem ter um filho, ou nos primeiros meses da gravidez, reduz significativamente a fertilidade em quase 30%. Se comparado com as mulheres com níveis de stress normal, esta percentagem corresponde a um risco duplo de infertilidade.

Causas associadas ao estilo de vida.

Existem vários fatores que afetam a nossa possibilidade de nos tornarmos mães, sendo os principais, por exemplo, fumar, o café, as bebidas alcoólicas e a atividade física.

Fumar não só prejudica a nossa saúde, como também tem consequências negativas na nossa fertilidade. Obviamente, quantos mais cigarros fumares por dia, maior será o dano. Fumar também antecipa a menopausa em média dois a três anos e pode causar abortos. Contudo, nos últimos 10 anos, as campanhas para sensibilizar e informar a sociedade tiveram efeitos positivos ao aumentar a consciência das pessoas e das mulheres grávidas sobre os riscos de fumar (seja pelo uso direto de cigarros ou por inalação através de outros fumadores).

Além disso, o abuso do álcool e da cafeína em geral pode afetar negativamente a capacidade de engravidar. A cafeína pode, de facto, reduzir a fertilidade e aumentar o risco de aborto nos primeiros meses de gravidez de 8 a 19%. A quantidade de cafeína que aumenta o risco de aborto é de 150 mg por dia, e a percentagem aumenta em +8% se forem ultrapassadas as duas chávenas de café por dia. Relativamente ao álcool, convém eliminá-lo por completo.

Demasiado ou pouco desporto pode afetar negativamente a fertilidade de uma mulher. Normalmente, o desporto não afeta a fertilidade, pelo que as mulheres que queiram engravidar podem continuar a fazerdesporto. O exercício faz bem e reduz o stress. No entanto, deve ser feito com moderação e sem reduzir o gasto energético. Recomendam-se atividades aeróbicas ligeiras, caminhadas longas e ioga.

O que podemos fazer para "cultivar" a nossa fertilidade?

Lamentavelmente, nem sempre conseguimos encontrar uma solução para a nossa infertilidade. Mas nós, mulheres, não desistimos! Muitas vezes a infertilidade, como já foi mencionado, está ligada a problemas que se podem resolver. Por exemplo, o nosso estilo de vida, a nossa dieta e como a integramos, o stress…

Para mais conselhos úteis sobre como levar um estilo de vida mais saudável para aumentar a fertilidade, podes ler o nosso próximo artigo que sairá na próxima semana!

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