Do desejo de ser mãe à raiva de não o conseguir: a sua saúde mental e a fertilidade

Del deseo de ser madre a la rabia de no conseguirlo: tu salud mental y la fertilidad

H1: Do desejo de ser mãe à raiva por não o conseguir: a sua saúde mental e a fertilidade


O processo de tentativa de gravidez é complexo, envolve muitas emoções e sabemos que pode ser difícil navegar em algumas situações. Neste artigo, com a ajuda de Beatriz García, psicóloga à frente da RutaB, queremos dirigir-nos a si, se é mulher e está a tentar engravidar sem sucesso.

Começamos por falar do que está ao nosso alcance do ponto de vista físico, para depois entrarmos no que nos pode acontecer a nível psicológico.


H2: O que está nas suas mãos


As emoções de raiva, frustração, tristeza, medo ou inveja em relação a outras mulheres são normais neste processo de tentativa de gravidez.


Estas podem assaltá-la com maior ou menor intensidade no seu dia a dia, mas deve estar atenta se notar que este mal-estar começa a afetar outros aspetos da sua vida, como o trabalho, os seus vínculos, o descanso, a alimentação ou os seus momentos de lazer.


Se isto acontecer, recomendamos que peça ajuda. Não é necessário que se resigne a suportar sozinha uma situação em que muitos profissionais a podem aconselhar e ajudar. Do ponto de vista físico, e embora a fertilidade seja complexa e seja sempre necessário avaliar o seu caso particular, estes são alguns hábitos que deve cultivar:

  • Manter uma dieta saudável
  • Praticar exercício físico: em particular, são recomendados exercícios de força, já que existe uma relação entre a resistência à insulina e a gordura visceral com a fertilidade
  • Descansar, no mínimo, 7h por dia
  • Procurar formas de reduzir o stress

Na Natalis, desenvolvemos suplementos nutricionais específicos para apoiar o seu corpo e o do seu parceiro durante a tentativa de gravidez. Estes asseguram um aporte nutricional específico para favorecer a qualidade do esperma, no caso dos homens, e preparar os tecidos maternos, no caso da mulher.


>>>Descubra-os agora no Pack Love is in the Air


Como dizemos, cada caso é diferente. Contudo, a recomendação geral é que, se tem menos de 35 anos e tenta engravidar há 1 ano, ou mais de 35 anos e tenta há 6 meses, procurem ajuda em casal para o conseguir.

Esta ajuda começa com uma avaliação ginecológica, acompanhada de uma revisão nutricional e, se tudo estiver em ordem nestas esferas, deve considerar-se também o acompanhamento psicológico.

H2: A psicologia da mulher e a tentativa de gravidez


O processo psicológico de tentativa de gravidez pode trazer à tona muitos temas e ideias sobre os quais devemos pensar e para os quais devemos criar espaço.


Aquilo que não permitimos que venha ao de cima encontrará uma forma de se manifestar e pode fazê-lo de uma forma que afete até a sua saúde.


Abaixo, revimos algumas dúvidas que muitas mulheres que atravessam este processo partilham. Não há respostas corretas; provavelmente terá as suas próprias respostas a estas perguntas, já que a maternidade é única, não existe uma forma única de "ser mãe" ou de viver este processo "corretamente".


O que pretendemos ao partilhar estas perguntas não é que as responda, mas que reflita sobre elas.


Tenha sempre em conta que, como tudo na vida, viverá esta etapa como puder, com a sua história pessoal e a sua forma de ver o mundo.


H3: O meu corpo está mal? Sou defeituosa?

 

Esta pergunta pode ser acompanhada de um sentimento de que algo está mal consigo.

E não só isso, pode chegar a "zangar-se" com o seu corpo, um corpo que não está a agir como deseja. Isto pode dar lugar a muita raiva ou inveja de outras mulheres que conseguiram engravidar.

Pense em como trata o seu corpo: perceciona-o como um aliado ou como um inimigo?

H3: O que é ser mãe para si? Que ideal de maternidade tem?

 

Neste caso, talvez a possa ajudar pensar em como foi a sua vivência como filha. Como foi a sua mãe? Estudos recentes demonstraram que mulheres que, na infância, não tiveram experiências de segurança, cuidado ou amor podem experimentar mal-estar quando começam elas próprias a adotar este papel de mãe.

H3: Por que quer ser mãe?

 

Há tantas mães como razões para o ser.

Por isso, ouvir de que lugar estamos a escolher ser mães pode abrir-nos mais perguntas. Por exemplo, em relação ao ideal social de maternidade, pode ser que o seu sentimento tenha que ver com o sentir-se "completa", ou com a ideia de continuar um projeto de vida, ou até ser a mãe que nunca teve ou que gostaria de ter tido. Existem muitas razões e pensar em qual é a sua pode ajudar a clarificar algumas ideias.

H3: Desejo ser mãe ou devo ser mãe?

 

O desejo de ser mãe pode evoluir até se tornar quase uma obrigação, algo imposto, ligado a uma vivência agressiva da situação.

Nota uma voz interna crítica que lhe fala com insistência? Reflita sobre como se dirige a si própria. A linguagem cria realidades e a forma como fala consigo mesma afeta a sua perceção sobre si própria.

Imagine uma situação em que alguém, a meio da rua, começasse a insultá-la e a agredi-la. O seu sistema nervoso de alarme e defesa ativava-se para a retirar de lá, certo? O mesmo acontece com o seu diálogo interior. Esta ativação provoca a segregação de cortisol (hormona do stress), que pode gerar problemas se ocorrer de forma contínua e sustentada.

 

O apoio de outras mulheres, partilhar dúvidas e quebrar a vergonha e o tabu fará com que mude a perceção sobre a sua situação, pois ajudá-la-á a entender que muitas mulheres vivem como você e que não está sozinha.

Está bem não estar bem. Não se obrigue a estar bem quando não é o que sente. Seja a sua melhor companheira e observe-se de forma compassiva quando estiver nesses momentos difíceis.

 

0 comentários

Deixe um comentário